AVALIAÇÃO DO NÚMERO DE CICLOS DE CARGA NA MODELAGEM DE DEFORMAÇÃO PERMANENTE EM SOLOS
Resumo
A definição do número de repetições de carga a ser adotado nos ensaios de deformação permanente é um fator determinante para a caracterização eficiente dos materiais estudados. Busca-se, portanto, otimizar o número de ciclos aplicados por par de tensões, de modo a representar adequadamente o comportamento plástico com o menor número possível de repetições (N), contribuindo para a racionalização de tempo e recursos. Com esse objetivo, foi conduzida uma análise baseada em um amplo programa experimental, voltada à avaliação da viabilidade de reduzir o número de ciclos nos ensaios. A abordagem consistiu na calibração do modelo proposto por Guimarães (2009), considerando diferentes quantidades de dados experimentais obtidos a partir da redução progressiva do número de ciclos de carga. A partir dos parâmetros de regressão obtidos, foram gerados gráficos que mostram a variação dos coeficientes ψ₁, ψ₂, ψ₃ e ψ₄ em função do número de ciclos adotado. Os resultados revelaram uma mudança abrupta nos valores dos parâmetros para N = 50.000 ciclos, comportamento observado de forma consistente em todos os conjuntos solo/energia/umidade analisados. Essa constatação é particularmente relevante, pois indica a possibilidade de reduzir a rotina dos ensaios de 150.000 para cerca de 60.000 ciclos sem prejuízo significativo na qualidade dos modelos ajustados. Ainda assim, destaca-se a necessidade de expandir a análise para uma gama mais ampla de materiais e modelos, de forma a validar a generalização dessa proposta