AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO MECÂNICO DE MISTURA ASFÁLTICA A QUENTE COM ADIÇÃO DE RESÍDUO DE POLI(ETILENO DE ACETATO DE VINILA) (EVA) COMO AGREGADO
Resumo
A reutilização de resíduos de borracha e plástico em misturas asfálticas tem se destacado como uma solução promissora, capaz de otimizar a resistência mecânica e mitigar os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado desses materiais. Entre as técnicas disponíveis, a modificação a seco do asfalto destaca-se pela facilidade do processo de produção, embora ainda existam poucas pesquisas sobre seu desempenho. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o comportamento mecânico de misturas asfálticas a quente com a incorporação de 0%, 1%, 2%, 3% e 4% de copolímero de Etileno Acetato de Vinila (EVA), um resíduo sólido gerado pela indústria calçadista da cidade de Cruz das Almas/BA. Inicialmente, foram realizados ensaios de caracterização dos materiais para definição do melhor traço de compactação, seguido por testes de volumetria, estabilidade, fluência, resistência à tração por compressão diametral e módulo de resiliência. Os resultados demonstraram que a incorporação de 1% de EVA promove um aumento na rigidez da mistura asfáltica em comparação à mistura controle. Contudo, apenas a mistura controle atendeu integralmente aos requisitos estabelecidos pela norma ES DNIT 031 (DNIT, 2024). Observou-se que, nos teores de 1% e 2%, a Relação Betume/Vazios (RBV) ultrapassou o limite máximo normatizado. Dessa forma, a aplicação de até 1% de EVA parece indicar uma solução adequada e sustentável para pavimentação, promovendo o reaproveitamento de um resíduo anteriormente descartado pela indústria calçadista em aterros e incineração em quase sua totalidade.